Ética é uma matéria que faz parte do aprendizado de vida, no qual os pais devem ser os melhores professores. Ensina-se aquilo que se é. Ética se transmite. O que será apreendido e processado pelos filhos não é o que advém de um discurso verbal, de uma pregação ou de um sermão, mas sim o que eles captam no pensamento e na ação de seus pais. É função inalienável dos pais transmitir condutas éticas a seus filhos, desde os primeiros tempos de vida.
Não se trata de ensinar o filho a ser "bonzinho",pois ele corre o risco de ser bobo, mas sim de torná-la um ser responsável por suas por suas ações, desde os primeiros tempos de vida. Como pais, cumpre das exemplo de autonomia e liberdade interna para fazer escolhas e assumir posições e se responsabilizar por elas. Uma pessoa só é ética quando se orienta por princípios e convicções.
As crianças precisam ser ensinadas à verdade. "Eu não quero que meu filho minta". Mas não é fácil trabalhar essa questão com as crianças. Quantos pais saem de casa escondidos de seus filhos para evitar berreiros? Quantas promessas são feitas às crianças sem que se tenha intenção ou possibilidade de cumpri-las? Quantas pessoas, quando toca o telefone, dizem para o filho: "Fala que eu não estou"? Quantas vezes as pessoas ensinam uma coisa, mas praticam outra? Quantas vezes se lida com a ética como se ela fosse algo maleável, adaptável a cada contexto.
Mentindo, os adultos ensinam seus filhos a mentir, pois eles perdem a referência do que é certo ou errado. Nada justifica uma mentira, não existem "mentirinhas", mentiras "piedosas" nem mentiras "politicamente corretas", todas fazem mal. É falsa a dicotomia entre mentira boa e mentira ruim. Ela por si só é ruim. E isso precisa ser transmitido às crianças. Falar a verdade implica ser honesto consigo mesmo e com os outros e assumir as consequências de seus atos. Essa é a base da ética.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
domingo, 19 de dezembro de 2010
Não estático mas carregado de tensões o expressionismo abstrato de Micael Oliveira
Jackson Pollock costumava dizer que sua pintura não provinha do cavalete. Ele preferia estender a tela sobre o chão ou aplicá-la contra a parede pois tinha a necessidade de sentir a resistência de uma superfície dura. Entretanto sentia-se mais a vontade de trabalhar no chão, por sentir-se mais próximo da tinta, dela fazendo parte de alguma maneira.
Guardados as proporções, Micael Oliveria um jovem artista de Itápolis, fascinado pela obra do grande pintor da Escola de Nova York, decidiu homenageá-lo inspirando-se em sua obra e preparar uma série de quadros.
Se na obra do mestre Pollock a violência é toda exterior, na realidade a criação do artista brasileiro é mais interior. Nela revela suas dúvidas e interrogações, ao mesmo tempo em que busca sair do labirinto que ele próprio criou.
Não há nenhuma provocação de sua parte mas uma necessidade real de manifestar sua vontade de encontrar o caminho e soltar-se dos grilhões que ainda o acorrentam. Muito trabalho, pesquisa e leitura poderão contribuir para que sua sensiblidade elabore obras que criem uma união íntima entre o homem e o produto.
Na obra Relembrando Pollock, doado ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, é evidente o expressionismo abstrato de Micael Oliveira, embora não estático mas carregado de tensões.
Esta reportagem foi publicada no Diário Oficial Poder Legislativo em junho de 2007, escrita por EMANUEL VON LAUENSTEIN MASSARANI.
Guardados as proporções, Micael Oliveria um jovem artista de Itápolis, fascinado pela obra do grande pintor da Escola de Nova York, decidiu homenageá-lo inspirando-se em sua obra e preparar uma série de quadros.
Se na obra do mestre Pollock a violência é toda exterior, na realidade a criação do artista brasileiro é mais interior. Nela revela suas dúvidas e interrogações, ao mesmo tempo em que busca sair do labirinto que ele próprio criou.
Não há nenhuma provocação de sua parte mas uma necessidade real de manifestar sua vontade de encontrar o caminho e soltar-se dos grilhões que ainda o acorrentam. Muito trabalho, pesquisa e leitura poderão contribuir para que sua sensiblidade elabore obras que criem uma união íntima entre o homem e o produto.
Na obra Relembrando Pollock, doado ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, é evidente o expressionismo abstrato de Micael Oliveira, embora não estático mas carregado de tensões.
Esta reportagem foi publicada no Diário Oficial Poder Legislativo em junho de 2007, escrita por EMANUEL VON LAUENSTEIN MASSARANI.
sábado, 18 de dezembro de 2010
Arte sem Arte
Concordo com a tese de que a arte não se define, mas não resta dúvida de que, quando ouço Mozart, sei que é música. Logo, a dificuldade ou mesmo a impossibilidade de definir o que é arte não elimina o fato de que as obras de arte têm qualidades específicas que as distiguem do que não é.
Do contrário, cairíamos numa espécie de vale-tudo, numa posição insustentável mesmo para o mais radical defensor do que hoje se intitula de arte contemporânea.
Isto é, o sujeito teria de admitir que uma pintura medíocre tem a mesma qualidade expressiva que uma obra-prima e que ele mesmo teria de se obrigar a gostar indistintamente de toda e qualquer coisa que lhe fosse apresentada como arte. Por mais insensato que possa ser alguém na defesa de uma tese qualquer, não poderia evitar que esta ou aquela coisa que vê ou ouve ou lê tenha capacidade maior ou menor de sensibilizá-lo, emocioná-lo ou, deixá-lo indiferente.
Creio não haver dúvida de que, seja ou não possível definir o que é arte, há coisas que nos emocionam ou nos fascinam ou nos deslumbram e outras que nos deixam indiferentes.
Do contrário, cairíamos numa espécie de vale-tudo, numa posição insustentável mesmo para o mais radical defensor do que hoje se intitula de arte contemporânea.
Isto é, o sujeito teria de admitir que uma pintura medíocre tem a mesma qualidade expressiva que uma obra-prima e que ele mesmo teria de se obrigar a gostar indistintamente de toda e qualquer coisa que lhe fosse apresentada como arte. Por mais insensato que possa ser alguém na defesa de uma tese qualquer, não poderia evitar que esta ou aquela coisa que vê ou ouve ou lê tenha capacidade maior ou menor de sensibilizá-lo, emocioná-lo ou, deixá-lo indiferente.
Creio não haver dúvida de que, seja ou não possível definir o que é arte, há coisas que nos emocionam ou nos fascinam ou nos deslumbram e outras que nos deixam indiferentes.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
ACASO
Se não levantasse,
Se não levantasse,
De onde tinha caido, como estaria?
Se não levantasse,
Ninguém levantaria, minha dor,
Como seria?
Se não levantasse,
Estaria lá,
Como ninguém levantaria
Estaria lá.
Se não levantasse,
Seria como?
A flor que cai, de sua grande copa
Estalia lá
Como?
Se não levantasse,
Jamais poderia ver, o brilho,
O brilho da Luz,
Que guia,
Os caminhos para Luz,
Que Luz?
Se não levantasse,
Não teria força,
Força essa
Que a Luz trouxe,
De onde não mais viria,
Viria para mim
Por que eu não mais sabia.
Se não levantasse,
Estari lá
Ninguém levantaria,
Estaria como a flor que olham
Mas não levantaria,
Talvez nem olhariam, se a Luz,
Não viria, como estaria,
Como?
Se não levantasse,
Estaria lá,
Não saberia, que estava lá...
Ninguém levantaria, ninguém saberia,
Seria a flor, dos mais belos
Brilhos dos olhos de quem veria,
A Luz que veio trouxe o belo perfume
Da flor,
Que a Luz trouxe
Se não levantasse,
Estaria lá,
Seria, como não,
A flor, que
Ninguém veria, a
Luz
Ninguém teria,
Seria
Como o chão, onde
a Luz não teria.
Se não levantasse,
Seria como?
Micael Oliveira
Se não levantasse,
De onde tinha caido, como estaria?
Se não levantasse,
Ninguém levantaria, minha dor,
Como seria?
Se não levantasse,
Estaria lá,
Como ninguém levantaria
Estaria lá.
Se não levantasse,
Seria como?
A flor que cai, de sua grande copa
Estalia lá
Como?
Se não levantasse,
Jamais poderia ver, o brilho,
O brilho da Luz,
Que guia,
Os caminhos para Luz,
Que Luz?
Se não levantasse,
Não teria força,
Força essa
Que a Luz trouxe,
De onde não mais viria,
Viria para mim
Por que eu não mais sabia.
Se não levantasse,
Estari lá
Ninguém levantaria,
Estaria como a flor que olham
Mas não levantaria,
Talvez nem olhariam, se a Luz,
Não viria, como estaria,
Como?
Se não levantasse,
Estaria lá,
Não saberia, que estava lá...
Ninguém levantaria, ninguém saberia,
Seria a flor, dos mais belos
Brilhos dos olhos de quem veria,
A Luz que veio trouxe o belo perfume
Da flor,
Que a Luz trouxe
Se não levantasse,
Estaria lá,
Seria, como não,
A flor, que
Ninguém veria, a
Luz
Ninguém teria,
Seria
Como o chão, onde
a Luz não teria.
Se não levantasse,
Seria como?
Micael Oliveira
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